UM DIÁLOGO SOBRE SANSÃO


-Como sombra e tipo de Cristo, vocação contemporânea e as marcas da vida ministerial-

PRELÚDIO

 

“…Por que o menino será nazireu consagrado a Deus, desde o ventre materno até o dia de sua morte.” Jz. 13.7

 

Inicialmente, temos a convicção que o Antigo Testamento, através de vários personagens, nos apresenta tipos de Cristo ou sombras daquele que havia de vir, como Isaque, Moisés, Josué, Boaz e outros. Neste mesmo sentido, trazemos a figura de Sansão, como um tipo de Cristo, apresentado no A.T., que não diferente desses citados homens, era falho, pecador e cometeu muitos erros durante sua vida.

Faremos aqui uma curta apologia sobre sua vida, referente ao tipo de Cristo que ele aponta, pois como os demais juízes, ele representa a figura de Cristo como libertador:

 

“E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades”. Rm. 8.26

 

Mas também veremos diferenças cruciais, entre Sansão e Jesus, quando abordarmos mais precisamente tão logo sobre os detalhes da sua vida.

E por derradeiro no final, faremos também, uma reflexão sobre nossa vocação e vida ministerial, aplicando o que aprendemos das marcas dentes homem.

 

 SANSÃO: SOMBRA E TIPO DE CRISTO

 

“O Velho testamento não foi outra coisa senão uma espécie de sombra, por toda parte apontando para substância; ele nos revela os tipos apontando para o protótipo”

Dr. D. Martyn Lloyd-Jones[1]

 

Assim, nos capítulos de Juízes que tratam da vida e ministério de Sansão, quais sejam: do 13 ao 16, logo o versículo um do capitulo 13, nos apresenta uma importante doutrina, ou seja, o primeiro ponto apontado dentre os cincos pontos trazidos sobre os ensinos de Calvino – a Depravação Total, vejamos o que diz o indigitado versículo:

“Tendo os filhos de Israel tornado a fazer o que era mau perante o SENHOR, este os entregou nas mãos dos filisteus por quarenta anos.”. Jz. 13.1

 

Logo a historicidade bíblica nos aponta, logo após a queda do homem, a necessidade de um Salvador, o qual chamamos de Redentor – Gn. 3.15. Sendo assim, os filhode Israel, nada mais estavam fazendo o que ao homem é inclinado ao fazer devido a queda e sua depravação total – o mau, o Apóstolo Paulo é muito sincero ao dizer isso: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” Rm 7.19.

Prosseguindo, nossa reflexão do assunto sobre a mesa, evidenciamos no V. 2, do mesmo capítulo 13, que Manoá, pai de Sansão, era da tribo de Dã, a qual habitava na região norte do Mar da Galileia, devido as incursões dos filisteus, um fato comparativo ao nosso amado Senhor Jesus, o qual era chamado de Galileu.

Avançando, vemos no versículo 3, temos a aparição do Anjo do Senhor, o que os teólogos e eruditos tem reafirmado ser o próprio Jesus, o qual portava uma mensagem sublime, como foi a do anjo Gabriel a Maria, guardado as devidas proporções e magnitude, tendo em vista que o anjo Gabriel anunciava o nascimento e vinda do próprio Cristo, Filho do Deus Altíssimo e Salvador do mundo.

A notícia fraseada é a mesma – Conceberás e dará a luz um filho! Mas a importância e sublimidade da criança anunciada por Gabriel são incomparáveis. Na primeira temos um anuncio de um filho que será gerado no ventre de uma mulher que era estéril, o que quero lhe chamar a atenção a esse fato, é que em toda a história bíblica, Deus concebe a dádiva de ser mãe a mulheres que não esperam tal, o que demonstra que nosso Deus além de Misericordioso, mais do que escolher, gerou um povo, para ser Teu, e Ele nosso Deus, foi assim com, Sara, gerando Isaque, Rebeca, nascendo os gêmeos Esaú e Jacó, Raquel, onde concebeu vários filhos, Ana, dando a luz a Samuel e finalmente Isabel concebendo João Batista, e o nascimento de Sansão, afetaria somente a libertação do povo de Israel, já a noticia do nascimento de Jesus, afetou não só a salvação e libertação dos hebreus, mas também de nós gentios, o cosmos e tudo o que foi criado!

Vejamos o comentário do Prof. David J. Engelsma, sobre o nascimento de Sansão

A primeira coisa a ser dita sobre o Sansão histórico é que ele foi um enviado de Deus. O Anjo do Senhor anunciou o seu nascimento aos seus pais, Manoá e sua esposa (Juízes 13:2-5, 8-14). Sansão era uma criança maravilhosa cuja concepção e nascimento foram a obra miraculosa de Deus numa mulher estéril (vv. 2,3). É um padrão na história do pacto que Deus revela a graça de sua salvação fazendo com que as mães de filhos que são instrumentos proeminentes dessa salvação sejam estéreis. A mãe de Isaque era estéril. A mãe de Samuel era estéril. A mãe de João o Batista era estéril. Embora Maria não fosse estéril, a impossibilidade humana da concepção do seu filho era ainda maior, pois ela era virgem. Ao salvar o seu povo, Deus faz o que é impossível para o homem e de acordo com todo o pensamento humano, de forma que possa ficar claramente evidente que a salvação é do Senhor. O que é verdade de todo juiz, a saber, que ele ou ela é levantado ou dado por Deus, é deliberadamente enfatizado por Deus no caso de Sansão.[2]

 

E tão logo a notícia da concepção de Sansão, sua mãe recebe outra importante, a que ele seria um nazireu – derivado do hebraico “nazir” que quer dizer – separar, ou sejam, alguém que é separado e consagrado para Deus. E isso vemos no versículo 5, vide:

“Porque eis que tu conceberás e darás à luz um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe; e ele começará a livrar a Israel do poder dos filisteus.” Jz. 13.5

Temos uma concepção maior do que seja o voto de um nazireu lendo atentamente o capítulo 6 de Números, mas aqui resumiremos de forma objetiva suas três obrigações. Primeiro, a abstenção as bebidas alcoólicas, pois neste sentido de separado para Deus e suas coisas, todo o prazer deve estar no Senhor. Segundo, o não cortar os cabelos, nos indica um sinal de humildade, lealdade e obediência, e terceiro evitar contato com os mortos, para se preservar como santo e puro, pois assim como o Senhor é Santo, ele devia ser. Estas obrigações do nazireu, também não deixam de ser o chamado comum para todo crente – escolhido e separado por Deus – ter prazer no Senhor – obediência e santidade. É evidente que toda essa figura de um nazireu é refletida completamente na pessoa de Cristo, que é Santo, separado dos pecadores e teve sua vida devotada à Deus.

Há uma afirmação linda e maravilhosa feita pelo Anjo do Senhor, neste versículo 5, a qual diz que Sansão foi consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe, que é repetida com uma sublime adição no versículo 7, onde além de dizer que Sansão é consagrado a Deus desde o ventre materno, ou seja, desde seu nascimento, ele também é consagrado até o dia de sua morte, portanto, para sempre! Desta mesma forma, foi a vida de Jesus, que é o Cordeiro de Deus, consagrado e sacrificado desde antes a fundação do mundo, que desde seu nascimento como homem e até o fim, teve uma vida consagrada a Deus.

Abro um parente-se para falar rapidamente da oração de Manoá, pai de Sansão, no v. 8, vide:

Então, Manoá orou ao SENHOR e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus que enviaste venha outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer.

 

Oxalá, todos nós pais fizéssemos essa oração de Manoá a Deus, pedindo humildemente ao Senhor que ensine tudo quanto devemos fazer com nossos filhos, e claro o Senhor lhe respondeu e ensinou nos versículos seguintes, e vale anotar e compulsar essa passagem que deveria ser a agenda e oração de todo pai.

Outrossim, e por derradeiro após seu nascimento tua mãe lhe dá o nome de Sansão, derivado de Semes, que quer dizer “Sol”, ou seja, Sansão significa “pequeno sol”, que nesta exposição sendo um tipo de Cristo, reflete o que Jesus é – Luz do mundo!

Finalmente, creio que devemos parar aqui sobre as evidências em Sansão, ao apontar Jesus, pois como dito inicialmente, veremos a seguir seus erros, falhas e pecados cometidos na sua vocação e vida ministerial, os quais não encontraremos nenhum sequer em Jesus, por ser em sua essência – Santo, Justo e Imaculado!

 

 O FORTE SANSÃO E SUAS FRAQUEZAS

Preliminarmente, como citei no capítulo anterior, existem diferenças cruciais entre Sansão e Jesus, faremos as citações de algumas, não creio que chegaremos ao número total delas e nem que estarão em ordem cronológicas, mas irei procurar ser objetivo quanto as mesmas. Gostaria de citar primeiro a desobediência aos seus pais, quando estes disseram para não tomar para si uma mulher dos filisteus, os quais eram incircuncisos no tocante a lei: “Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos ou entre todo o meu povo, para que vás tomar esposa dos filisteus, daqueles incircuncisos? Disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque só desta me agrado”  Jz. 14.3. Desta forma, Sansão desobedeceu as leis de Deus, que é contrária ao casamento misto (Êx. 34.16 – Dt. 7.3), claramente, Sansão não cumpre a lei de Deus, Jesus veio “para cumprir a Lei” (Mt. 5:17).

Ato contínuo, ele aferiu o voto nazireu, onde relatamos anteriormente que uma de suas obrigações era não se aproximar de um cadáver, assim, após matar o leão e rasga-lo como quem rasga um cabrito, devido a força empossada a ele pelo Espírito Santo, retornou aos filisteus para buscar a mulher a qual queria tomar, e por tomando uma decisão, apartou-se do caminho para ver o corpo do leão, que há dias havia matado. Deparou-se ali, com um enxame de abelhas, tomando nas mãos um favo de mel, e prosseguiu o caminhando comendo, ao voltar a seus pais, deu-lhes sem saber donde viera, compartilhando deste feita errônea, aos seus próprios pais, podemos imaginar que ele não contou realmente, pois seus pais saberiam seu descumprimento as obrigações do nazireado, uma omissão desta, não deixa de ser um ato pecaminoso, omitir pode ser mentir na maioria das vezes.

Ao propor um enigma no banquete da casa daquela mulher, dado por ele mesmo conforme costume dos moços daquela época (Jz. 14.10-12), traz um certo ar de arrogância de Sansão, cuja enigma fora feito sobre um leão que acabara de tocar descumprindo uma obrigação de seu nazireado, além de arrogância, não aparenta uma humildade de Sansão, diferença essa enorme ao nosso Senhor Jesus Cristo que é manso e humilde: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt. 11.29).

  

 AFEIÇÕES E DESPREZO VOCACIONAL

As afeições de Sansão lhe trouxeram graves consequências. O final do episódio da relação desejada por Sansão, por desobediência aos seus pais, com a mulher timnita, resultou que foi decifrado seu enigma, ela foi dada ao seu companheiro, e por vingança, Sansão ateia fogo na seara dos filisteus, os quais sabendo desse seu ato vingador, subiram até o timnita, queimando ele e sua filha, que cena e final terrível.

Logo, partindo a Gaza, e vendo ali uma prostituta, coabitou com ela (Jz. 16.1), sendo mais um ato de suas afeições sexuais, sendo descoberto pelos gazitas que foram avisados de sua presença, o cercaram para o matar, porém ficando deitado até meia noite, partiu brutamente ao cimo do monte que olha para Hebrom, após arrancar a porta da cidade e suas ombreias com sua força (Jz. 16.2-3).

Não demorou para se afeiçoar novamente, desta vez por uma mulher do vale de Soreque, a famosa personagem bíblica Dalila, que foi sua ruína. Tão logo já lhe contou mentiras sobre sua força, a enganando não só uma vez, a qual estava o persuadindo para ganhar prata dos príncipes dos filisteus, desta forma o traindo desde que aceitou tal persuasão, curiosamente seu pagamento pela traição (prata), foi o mesmo concebido a Judas Iscariotes, ao trair nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Quanto a sua vocação evidenciamos um desprezo enorme de Sansão, pois vimos no inicio que ele fora vocacionado para ser o salvador dos israelitas, e por seus vários erros e afeições, despreza a sua vocação, não trabalhando em prol do povo de Deus, e sim por agindo no seu egoísmo, usando o dom de Deus em seu favor exclusivo, enquanto Cristo, contrariamente ao egoísmo de Sansão veio servir – “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” – Mc. 10:45.

Que assim, contemporizando esse desprezo da vocação de Sansão, possamos estar atentos a convocação ministerial de nosso Senhor Jesus, que o próprio Deus nos permita estarmos sensíveis a Tua voz, como fez com Samuel, e que não recusemos a vocação como Sansão, pois nosso Senhor ainda nos convoca como fez aos seus discípulos e apóstolos (Mc. 6), e essa convocação tende a ser irresistível.

Seguimos, expondo mais um sentimento pecaminoso de Sansão, a vingança. Tanto quanto fez no caso da mulher timnita, queimando os campos dos filisteus, agora ele faz novamente no tocante a traição de Dalila, após mentir a Dalila, sobre a fonte de sua força, e por tanta importunação vinda dela, seu coração foi descoberto, por sua afeição em satisfazer o pedido de Dalila, gerando e apoderando-se da alma dele uma impaciência de matar (Jz. 16.17).

Confessando a Dalila, que sua força vinha por ser um nazireu de Deus e por nunca ter passado navalha a sua cabeça, consumou a traição de Dalila, que a pouco o tentava a contar, fazendo-o dormir, raspando sua cabeça e suas sete tranças, que curiosamente é o número da perfeição segunda a bíblia, despertando ele do sono, os filisteus o pegaram facilmente, sem mesmo saber que o Senhor já havia se retirado dele.  Mas o que Sansão não sabia que a sua força não estava em seu cabelo, mas sim porque era um homem separado por Deus.

Ao ser capturado pelos filisteus, sofreu uma forte consequência, cegaram-lhe os olhos perdendo a visão (Jz. 16.21). Vemos também que outra consequência foi sua humilhação, se não virou o que chamamos de “bobo da corte”, sim da corte dos filisteus que já haviam pagado Dalila, se alegravam e se divertiam, comemorando com vinho. Sansão nem mesmo neste momento de ignominia, abandou sua arrogância e egoísmo, pedindo a Deus novamente força, para se vigar daquele que o zombavam, ao menos por um de seus olhos (Jz. 16.28).

Assim sendo, em sua agonia final, ele pede forças para matar seus inimigos, enquanto Jesus pede ao Pai que perdoe seus inimigos – “Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes” – Lc. 23.34.

Estamos caminhando para o final, mas ainda iremos abordar mais uma última diferença entre Jesus e Sansão. Bom o final da vida de Sansão, que foi juiz em Israel por 20 anos, derrubando as colunas da casa, foi um ato vingatório a seus inimigos, entretanto, o ato final da vida de Jesus como homem neste mundo, foi para trazer vida – “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” – Jo. 20.31.

Outrossim, é evidente que o ato de Sansão trouxe muitas mortes, ele matou mais pessoas na sua morte do que na sua vida – Jz. 16.30, enquanto, Jesus o primogênito dentre o mortos – Cl. 1.18, aboliu a morte “e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” – 2 Tm. 1.10.

Um aspecto que causa polêmica em sua morte, é que alguns usam este ato de Sansão como uma desculpa para o suicídio, mas para tal, trago as palavras de Francis Turretin (1623 – 1687), que expõe Sansão como um tipo de Cristo e não um suicida

 

“O exemplo de Sansão (Jz 16.30) não sustenta o suicídio (autocheiria/auto-homicídio), porque nas ruínas da casa que ele derrubou ele se sepultou não menos que os demais. Este foi um feito singular, perpetrado pela influência extraordinária do Espírito Santo, como transparece tanto do apóstolo (Hb 11.34), que declara que ele fez isso pela fé, baseado nas orações que ofereceu a Deus para a obtenção de força extraordinária para este ato, e no fato de que elas foram ouvidas (Jz 16.28). Deus aumentou sua força e lhe outorgou o desejado sucesso para que assim ele fosse um eminente tipo de Cristo, que causa grande destruição de seus inimigos por meio de sua morte e que quebra o jugo tirânico posto no pescoço de seu povo. Finalmente, o desígnio não visava simplesmente a uma vingança privada, mas à vindicação da glória de Deus, da religião e do povo, visto que ele era uma pessoa pública e levantada por Deus dentro o povo como vingador.”[3]

  

MARCAS MINISTERIAIS NÃO CICATRIZADAS

 Finalmente, chegando a nossa conclusão, aos lermos os capítulos 13, 14, 15 e 16, de Juízes, vemos o início de uma história vocacional e ministerial que tinha tudo para ser promissora. Um menino nascido de uma estéril, gerado pelo próprio Deus, por meio de sua intervenção, consagrado e separado para Deus e abençoado por Ele. Mas vários erros cometeu durante seu ministério, se podemos colocar assim, como juiz que foi de Israel por 20 anos. Aprendemos muitas lições com os erros de Sansão, que servem como aprendizado para nossa vida vocacional, ministerial e de liderança em nossas comunidades locais.

Porém existem marcas durante a nossa caminhada ministerial, que se não cicatrizadas, podem realmente ser futuramente abertas, ou sempre lembradas de forma negativa, não estou falando daquelas marcas obtidas por sofrimentos, dores e provações durante a caminhada cristã peregrina neste mundo, que segundo John Piper, é o mais formidável e sublime seminário. Tais marcas negativas ficaram na vida deste homem, Sansão, que por várias vezes podem obscurecer suas marcas positivas, vistas por olhos de alguém que lê friamente sua biografia sem um coração regenerado, principalmente aquelas marcar que apontam e são sombras de Jesus, como seu nascimento milagroso de uma mulher estéril, sua consagração e separação a Deus e sua predestinação para libertar o povo de Israel.

 EPÍLOGO

Que o nosso amado Senhor e Salvador Jesus Cristo, aquele que muitos anos depois de Sansão nasceu, também anunciado por um anjo, concebido de forma sobrenatural, e que veio trazer em definitivo a salvação e libertação do povo de Deus, sendo obediente até a morte, morte de cruz, exaltado por Deus soberanamente, o qual lhe deu um nome que está acima de todo nome, nos ensine a ouvi-lo, e estarmos atentos a convocação e vida ministerial, sendo um verdadeiro discípulo de Cristo, perante a congregação dos santos, e nos dê o privilégio de estar diante dEle e do trono da graça, onde na Tua presença, todo joelho nos céus, na terra e debaixo da terra deve se prostrar.

 

[1] Deus o Pai, Deus o Filho – PES, São Paulo, 1997.

[2] In textos: www.monergismo.com/textos/comentarios/nascimento_sansao_engelsma

[3] In textos: defesaapologetica.blogspot.com/2017/08/sansao-um-tipo-de-cristo-e-nao-um