Não há nenhum grande conselho novo para aqueles que genuinamente zelam pela sua comunhão com Deus e desejam cada vez mais, intensificá-la. Apenas o que a Palavra diz e sempre disse desde o primeiro dia em que Cristo brilhou em nossos corações: uma sincera e pura devoção a Cristo. Uma vida com Cristo não está mais relacionada a próximos passos do que com a permanência paciente no centro do Evangelho. O amor que vem primeiro…

A expectativa de viver coisas novas pode também ofuscar o que realmente deve aparecer em nossas vidas: Cristo. Sim, Deus faz coisas novas, mas que não esteja isso em primeiro lugar em nossos corações. O amor que vem primeiro…

Ou talvez temos vivido uma intimidade muito mais rasa do que já vivemos um dia e imaginamos como voltar ao amor que tínhamos no começo de nossa conversão, quando nos lembramos, talvez vagamente, de ter vivido uma vida com Deus muito mais verdadeira. Mas não é lá que Deus quer nos levar. O amor que vem primeiro…

A questão não está em voltar ao passado ou progredir a um futuro quando algumas circunstâncias mudarem, ou quando você alcançar alguma espécie de novo nível espiritual. Mas simplesmente estar no centro do Evangelho. O amor que vem primeiro…

O primeiro amor não significa uma referência de tempo quando conhecemos Cristo em tal ano, em tal época, mas o primeiro amor está relacionado à prioridade. A amar a Deus sobre todas as coisas. A buscar que ele seja glorificado e não nós. Lembrando que tudo o que Deus entrega em nossas mãos é dele e não nosso. O amor que vem primeiro…

Não somos chamados para ser referências como cristãos antes de chamados para sermos filhos. E filhos fiéis. Não existe comunhão verdadeira se nosso objetivo for primeiro compartilhar algo com alguém ao invés de viver e passar antes disso muito tempo a sós com Deus. Não somos chamados para falar antes de nos calar. O amor que vem primeiro…

Ao amor que nos amou primeiro e nunca mudou.
(1 Jo 4:19 e Hb 13:8)