Um coração que ribombava no peito dizendo ser deus
E revolvia-se inquieto, revolto quando tocava em desejos seus
Jamais incomodado, antes no mar à mercê de seus anseios, lançado, desejava ser
Coração então se afligiu, pois atinou não saber nadar e afundou, afundou…
Imerso na inconstância dos afetos, na penosa incredulidade e na desesperança cega
Então a Forte Mão o resgatou, o alcançou no profundo
Desde o início de tudo, nada nunca fora do alcance dEla esteve
Assim, o coração emergiu exausto, humilhado, arfante
E deu-se conta de que vida nenhuma há longe da Forte Mão e Eterna Rocha
Não há Deus Vivo além daquele que fundou todas as coisas por Sua vontade
Ídolos tolos desse coração, ínfimos diante do Grande Deus
Ah, coração dobre, quão imensa e maravilhosa Graça te alcançou!