Talvez palavras não expressaram o que está na garganta brasileira: a inquietação, o descaso e impunidade, perante o Museu Nacional.

Perdemos fatalmente mais de 200 mil itens, desde bibliotecas, coleções pessoais, artigos científicos, registros históricos, estudos etnográficos e dentre outras obras de valores inestimáveis.

O fogo foi cruel, como uma pintura da Roma antiga, Nero derruba mais um grande edifício. O ardor e lampejo das chamas pintam uma aquarela diferente retratando a dor.

Se o Brasil, fosse alguém seria um refugiado que perdeu sua identidade e nacionalidade. Restando apenas lembranças do tempo glorioso e um passado que traz saudosismo n’alma.

Todos nós perdemos…
Roubaram um pedaço de mim (de nós), ó querido Brasil!
Choro por nossa história ir tão triste assim.

Ó Pátria amada!
Idolatrada
Salve! Salve!

Até quando irão nos roubar?
Hoje somos como vasos quebrados esperando alguém que nos dê acalento e paz para almas perdidas nas desesperanças que o fogo nos trouxe.

Mas no novo raiar do sol nos diz que não fugimos da luta, pois tu és:

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil
Ó Pátria amada!
Brasil.