Jesus não é uma bandeira!

     Atualmente é notável uma crescente atenção, principalmente por jovens, a assuntos políticos em nossa nação. Temos muitas discussões, ideias, ideologias e opiniões levantadas e sendo abordadas a cada minuto, uma grande parcela pelas redes sociais. Com isso, algumas questões mais profundas acabam se dividindo quando confrontadas com o evangelho. O verdadeiro cristão, conhecedor das escrituras, fundamentalista e conservador, não compactua com muitas questões “sociais” que estão em alta em nossa sociedade. O problema é quando ocorre a adaptação da palavra a essas ideias socialistas que não corresponde a verdade, reduzindo algo Divino a uma mera luta de classe e outras ideologias rasas.

    Uma das piores situações é reduzir Jesus ao título de “revolucionário”, “anarquista” da sua sociedade e até de socialista. Alguns até atribuem conotações como Hippie ou que Cristo veio para se preocupar apenas com pobres e condenar os ricos. Quem utiliza desse olhar para o salvador, esquece sua verdadeira missão como Cristo, seu plano messiânico e já profetizado, durante todo o antigo testamento.
     Vamos parar para analisar de quem estamos falando. Antes que o anjo viesse a Maria comunicar que ela seria agraciada por Deus, Isaías já havia profetizado sobre esse acontecimento (Is 7.14), Miqueias declarou que Ele viria de Belém (Mq 5.2) e Zacarias cita sua humildade (Zc 9.9). É mencionado como seria seu ministério e como ele ensinaria. (Sl 78.2, Is 42.1-4), sua morte (Is 53, Sl 22.7-8,16,18, 69.21) e Ele mesmo profetizou a sua morte implicitamente ( Mt 12.40, Jo 2.19, Lc 24.44).

    Analisando essas passagens de profecias, vemos que não se trata de uma causa social, mas de um plano de salvação, um plano perfeito da parte de Deus, profetizado pelos antigos, premeditado por Deus desde a eternidade. Sempre houve o chamado da cruz, do sacrifício que gerou a graça da salvação para muitos, independente de classe. É uma grande tolice taxarmos e reduzirmos nosso salvador a práxis. Estamos falando de Jesus, que veio em homem, para trazer justificação pelos nossos pecados, veio para morrer, se sacrificar como oferta.

    De fato, Ele andou com pobres, com publicanos e prostitutas, ele andou com os mais miseráveis e pecadores, mas ele não compactuava ou aceitava os pecados dos mesmos. A frase “- Vá e não peques mais.” não deve se esquecida quando o liberal utiliza do cotidiano de Cristo para justificar seus atos ou seu falso evangelho. Cristo condenou o acumulo de riquezas, mas não condenou o centurião, líder de um pequeno exército, antes falou que em nenhum outro lugar, achou tamanha fé, ele não condenou Zaqueu nem Nicodemos. Devemos ter em mente também que foi através da influência de José de Arimateia, um RICO, que rogou a Pilatos, o corpo de Jesus para que fosse sepultado em um local apropriado e lá, Nicodemos levou uma quantidade considerável de perfume caro para ungir o corpo de Cristo (Jo 19.38-42).

    O que precisamos entender é que a graça ela não é baseada em nosso mérito, a graça não é apenas para os mais miseráveis, pois aos olhos dEle, somos todos miseráveis condenados ao inferno. Mas, pela sua bondade e graça, Ele escolheu muitos para salvação, e temos nesse meio pessoas de todos os tipos, de todos os jeitos, pois a graça não é de acordo com o nosso senso moral e sim o do nosso Pai, que sabe de todas as coisas.
    A vinda, morte e ressurreição de Cristo, veio para trazer salvação, para nos dar o espírito consolador, para nos tirar das garras do pecado e da condenação do inferno. Ele lutou e reclamou de algumas causas sociais, mas Ele não pode ser reduzido a isso, pois Ele transcende todas as coisas, Ele tinha um plano, um objetivo, um caminho traçado por sangue e sofrimento para ser glorificado pelos séculos dos séculos. Jesus não é uma bandeira, Ele é salvação e justiça.

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