Vícios e Pecados, Responsabilidade e Virtude.

Gostaria de antes avisar que nada do que se fala aqui tem a ver com Chorão ser Paulo e Paulo ser Chorão. E que muito menos as idéias do vocalista da banda Charlie Brown Jr tem o mesmo propósito que as idéias do Apóstolo. Mas que pela graça comum ( ver traços do evangelho em coisas seculares), podemos abrir um paralelo interessante e será isso o ponto de encontro para a música Vícios e Virtudes e o versículo em que Paulo diz ao povo de Roma descrito em Romanos 7:19.

“Às vezes faço o que quero

Às vezes faço o que tenho que fazer”

Vícios e Virtudes – Charlie Brown Jr.

 

“Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo.”
Romanos 7.19

 

Na música Vícios e Virtudes, o vocalista abre um paralelo entre fazer o bem e o mal e como isso muda a pessoa, ambiente e até os que estão a volta. E que para conquistarmos aquele a quem amamos, devemos abrir nossas virtudes em meio aos nossos muitos vícios. As vezes fazemos o que queremos ( nossa liberdade), as vezes fazemos o que temos que fazer (nossos deveres).

Paulo ao escrever para os cristãos de Roma, quis abordar temas que o fortalecessem sua fé diante de várias seitas e secularização daquela época. Roma era uma cidade de multiculturalismo trazendo várias religiões. Nos primeiros capítulos, uma introdução a doutrina da justificação, depois (na metade do capítulo 5 até o cap. 7), uma explicação entre o porque da justificação pela fé que só Deus dá: nosso pecado. No capítulo 7 Paulo faz uma abordagem entre a lei e a santificação e como naquela época os judeus eram explicitamente ligados a lei de modo errado, mantendo uma espiritualidade fraca e regada a fardos pesados de regras (Rm. 7:1-19). Quando Paulo fala deste versículo em particular, destacado no início do texto, ele está nos dando um alerta quanto a nossa natureza pecadora e que precisamos voltar ao verdadeiro evangelho fazendo o bem que desejamos que é a eternidade.Certa vez vi em um clip dos Arrais que todo ser humano tem um desejo por eternidade e essa eternidade só é conquistada por movimentos que nos deixam para mais próximo do Eterno.

 Ao observar esse versículo e um trecho da música, podemos entender que nossas escolhas devem ser nutridas por algo que é transcendental. Por alguém que é a verdade. E absoluta.

Porque não podemos ser ligado a nossa liberdade (pois se fazermos o que nossa natureza condiz, então nos acabamos).

Se interpretarmos a bíblia da nossa forma, orarmos da forma que acharmos certos, pregar de uma forma nossa então acabamos por fazer o que nós queremos. Então estamos fazendo o que não queremos.

Mas se fazermos o que temos que fazer ligado a uma espiritualidade onde Cristo é o centro, onde nós interpretamos a bíblia pela própria bíblia, onde vivemos não por nós, e sim para glória de Deus então viveremos uma vida que nos traz para a realidade transcendente e que poucos podem desfrutar.

Vamos viver uma vida que faça valer a pena. Que faça viver com o propósito de viver na paz e no amor ( a teologia que Charlie Brown Jr abordava), só que totalmente bíblico e totalmente verdadeiro. Sabendo de nossos pecados e nossas responsabilidades para um mundo decaído.

 

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