Dia das Mães, um dia mais que especial. (a vida de Susanna Wesley)

Mãe, palavra tão pequena de um significado tão grande, palavra que acompanha sentimentos, lembranças, saudades e amor. Quem sabe até o significado de mãe não deveria ser amor. Eu amo a maneira na qual Deus revela o seu cuidado por nós através de mães. Mães que são mulheres virtuosas, que fazem de tudo para nos guiar por um caminho seguro. Seja lá qual for o nosso objetivo.

Quero através deste texto de alguma maneira homenagear as mamães que fazem questão de guiar seus filhos rumo a cruz do calvário. A vida de Susannah Wesley servirá de grande ajuda neste objetivo.

Falar da Mãe de John Wesley (1703 – 1791) e Charles Wesley (1707 – 1788) é extremamente motivador, pois é nítido e lindo de se ver como o amor de uma mãe e serva fiel de Deus, são manifestados na vida de seus filhos. Susannah Wesley nasceu em 1669 em Londres, Inglaterra, que aos 19 anos se casou com Samuel Wesley e começou seu próprio ministério dentro de casa. Nos 19 anos seguintes, Sam e Susannah Wesley tiveram 19 filhos. Dois dos quais já citados, nasceram para trazer milhares de pessoas a Cristo o nosso Senhor.

Se Susanna era ótima mulher, mãe e serva de Deus, não podemos dizer o mesmo de seu marido, Samuel, era um desastre com o dinheiro e deixava sua família constantemente em dividas, dos 19 filhos que tiveram juntos, apenas 10 não morreram na infância. Fala-se que que seu marido a deixava por longos períodos criando seus filhos sozinha, por discussões banais, a Sr.ª Wesley vivia frequentemente doente e não tinha dinheiro para nenhuma abundância dentro de sua casa. Susanna suportou muitas cruzes durante os seus dias de vida, duas casas por onde morou algum tempo foram incendiadas, pelo ódio dos cobradores e membros da igreja que seu marido era o pastor, no qual já não aguentavam mais a suas pregações.

A Sr.ª Wesley quando ainda muito jovem, decidiu por se comprometer mais em uma vida de oração e devoção a palavra de Deus, ela decidiu que para cada hora com afazeres, daria uma hora para Deus em oração e leitura de sua palavra, logo ela descobriu que isso se tornaria algo muito difícil de se realizar, cuidar da casa e criar tantas crianças tornaram este compromisso quase impossível de se cumprir. Ela tinha hortas para plantar, vacas para ordenhar, aulas de seus filhos para ensinar em casa, e uma casa inteira para cuidar. Sendo assim ela decidiu então agora por dar três horas de seu dia em oração a Deus, para ajudar nesse quesito, ela colocou uma regra dentro de seu lar, quando ela estivesse com um pano na cabeça, não podia ser interrompida pois estaria orando, somente em caso de vida ou morte se poderia falar com ela.

Certo dia uma de suas filhas, se comprometeu a fazer algo que não era de todo ruim, mas que não era certo. Quando a Sr.ª lhe pediu para não fazer aquilo, sua filha não convencida disse que não largaria o que iria fazer, filha e mãe estavam sentadas ao lado de uma fogueira, então Susanna pediu para que sua filha pegasse um pedaço de carvão da fogueira que já estava apagado e sua filha diz que não pegaria pois não iria queimar suas mão mas iria sujar, “exatamente” disse Susanna Wesley “Aquilo que você deseja fazer não vai queimar, mas vai sujar. Não se meta nisso.”

Há vários e vários testemunhos não relatados, desta santa mulher de Deus, por Criar dois grandes homens de Deus, John e Charles Wesley e ter sido mencionada por tantas vezes por ambos, com certeza por muitas vezes ela pensou em desistir, mas do que ela nunca desistiu foi de se manter em Deus como uma piedosa mulher e mãe de oração. Ela é inspiração para muitas mães e para aquelas que não são mães ainda, quanto ao que se pode acontecer quando se tem uma vida rendida aos pés de Deus.

Susanna Wesley morreu no dia 23 de julho de 1742, nos últimos momentos da sua vida, o seu filho John Wesley e a maioria das suas filhas estavam com ela. Pouco antes de falecer, ela pediu: “Filhos, assim que eu me libertar deste corpo, cantem um salmo de louvor a Deus”. Eles atenderam ao último pedido da sua mãe. O seu filho John Wesley dirigiu o serviço fúnebre. Ele registrou no seu Diário Público que estava presente uma multidão numerosa demais para contar.

A vida desta mulher de Deus é uma daquelas na qual continua a falar conosco mesmo após a sua morte, mulher, esposa, serva de Deus e Mãe. Feliz dia das Mães!

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