Review – O obreiro aprovado diante do Construtor

O obreiro aprovado, de Marcos de Souza Borges é um livro denso que nos leva a meditar acerca do nosso relacionamento com Deus, do objetivo das provações a que somos submetidos na caminhada cristã, e inclusive, do nosso comportamento em relação a elas. No primeiro momento da leitura, o título da obra pode sugerir ao leitor que estará diante de uma espécie de manual, no qual encontraria dicas exclusivas para aqueles que almejam exercer diversos ministérios. No entanto, ao prosseguir a leitura, somos confrontados com as verdades das Escrituras ali expostas, e o termo “obreiro” começa a fazer sentido mais claramente. Este sentido mais profundo está ligado à posição de servo submisso, que se permite ser provado por Deus, o construtor e dono da obra. No capítulo um “‘Procura apresentar-te a Deus’ … e não aos homens” a ideia de intimidade com Deus e as consequências benéficas desse ato, são exemplificadas através da alegoria “Lei dos altares”. São eles: o altar escondido e o altar público. Conforme Marcos de Souza, o segundo altar é o reflexo do primeiro. Nele lutamos em oração, e devemos nos apresentar em sinceridade, permitindo a ação total do Espírito Santo para nossa santificação, em passando pelas provas. O livro mostra ainda, a total dependência entre a postura tomada na provação, e basicamente três resultados: desaprovação, reprovação e aprovação. Estes pontos elencados são discutidos sob a perspectiva de que “para sermos aprovados, é necessário a prova” (BORGES, 2004, p. 34), e esta, por sua vez, desnuda nossa alma diante do nosso Criador, revelando através da luz divina da Sua Palavra, nossa total dependência e fraqueza diante de Deus. Aprendemos com essa leitura que não há outro caminho para a aprovação a não ser deixar que Deus “cave mais fundo”, até o íntimo de nossa alma. Percebemos também, o quanto resistimos ao agir de Deus com as desculpas de “aqui o Senhor pode mexer, mas aqui não!”. Nossa decisão em lutar contra o pecado e permanecer firme em Cristo dirá se fomos ou não aprovados. Do contrário, o altar público (principalmente tratando-se de ministérios) pode ser um completo fracasso.

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