O que temos proferido?

Antes de mais nada quero levá-lo a criar comigo uma estória que o auxiliará na compreensão deste breve texto.

Imagine comigo uma criança no alto de uma montanha, em um daqueles dias que o vento está bem forte. Agora imagine esta mesma criança com um travesseiro antigo, aqueles de penas, esta criança por algum motivo rasga o mesmo como se estivesse furiosa, fazendo assim com que as penas sejam arremessadas para todos os lados e com o vento sejam levadas para toda e qualquer parte. Por mais que a criança arrependida tente juntar as penas, jamais conseguira, não todas, pode até ser que algumas ela consiga recuperar, mas todas é impossível.

Moral da estória, essas penas são semelhantes às nossas palavras, depois que lançadas é impossível recuperá-las. Podemos até tentar ajeitar uma coisa aqui ou ali, mas muitas vezes acabamos piorando mais ainda a situação; sendo a melhor opção permanecermos em silencio.

Há uma passagem muito interessante que nos mostra bastante sobre a importância da fala, sobre termos cuidado com esse membro de nosso corpo que é a língua. Esta passagem está lá em Tiago 3: 3-6: “Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro. Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro. Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno”.

Quero focar com você no versículo 5 parte “b” onde  vemos o seguinte: “Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva!”. Claramente vemos que somos responsáveis por aquilo que falamos para as pessoas à nossa volta, vemos que de todos os membros este é o mais difícil de ser dominado, Tiago chega até a dizer que se conseguirmos controlá-la poderemos controlar o corpo inteiro.

Há um ditado popular, acredito que você já deve ter ouvido, ele diz o seguinte: “Palavras doem mais do que um tapa”. Veja como este ditado faz todo sentido, se você tomar um tapa ou um soco, se for agredido fisicamente, ficará com a marca mas logo irá se recuperar deste ferimento. Mas agora, se você for agredido verbalmente, ainda mais se for por alguém de grande estima, essas palavras causaram em seu interior um grande reboliço, tudo ficará perturbado, abalado e você ficará ferido por um bom tempo e provavelmente dependendo da imensidão do problema isso te marcará para sempre. Já ouvi pessoas dizerem que prefeririam levar um tapa, ou um soco que seja, do que ter ouvido certas coisas.

Portanto, que possamos orar e buscar a ajuda do Espírito Santo de Deus para que assim possamos dominar a nossa língua, dominar aquilo que proferimos pois podemos agradar ou gerar caos dependendo do que falarmos e para quem falarmos. Vemos que não é um membro fácil de ser domado, mas ratificando, que possamos tentar com a ajuda do Espírito Santo ter um maior domínio sobre o mesmo.

Em minha vida, me arrependo de muitas coisas que disse mas poderia ter ficado quieto, muitas vez por impulso acabei ferindo as pessoas com minhas palavras e a partir do momento que são lançadas de nossas bocas não há mais volta, tudo que resta é o arrependimento. Hoje tenho um melhor controle sobre o que falo, mas muitas vezes ainda falho e peço ajuda a Deus para que possa me policiar mais. Se você quer ter um relacionamento saudável, tanto com seu/sua cônjuge quanto com amigos, familiares e demais, busque esse domínio da língua.

Pra encerrar quero deixar uma pergunta, com base no versículo 10 parte “a”, que diz: “De uma só boca procedem bênção e maldição”. De sua boca, tem procedido mais benção ou maldição?

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