O Evangelho é o instrumento de Deus para a Salvação

TEXTO: 1 Coríntios 15.2

INTRODUÇÃO: Em todas as profissões temos profissionais e instrumentos. O médico usa bisturi e estetoscópio; o professor usa giz, a voz e livros; o carpinteiro usa martelo, serrote e pregos; o biólogo usa microscópios e palhetas. Entretanto, nenhum instrumento é mais importante que aquilo para o qual ele foi destinado a fazer.

ELUCIDAÇÃO: Autoria: Paulo, Data: escreveu em Éfeso, quando da sua 3ª viagem missionária (53-57 d.C). Paulo fundou esta igreja entre os anos de 50-52 d.C. Características da carta: É uma exortação à maturidade espiritual. Contexto do texto: Paulo está defendendo a exclusividade do Evangelho e de sua mensagem de que haverá ressurreição, tendo em vista que Cristo ressuscitou.

 

TEMA: O Evangelho é o instrumento de Deus para a Salvação

1 – Deus usa e determina meios para levar sua vontade ao que fora planejado. Não há limitações de pessoas, nações ou crenças, o Senhor usa quem quer, quando quer (a filha de faraó, por exemplo).

2 – O apóstolo Paulo, ainda preocupado com a fragilidade da fé dos coríntios, reitera suas afirmações anteriores: O Evangelho que ele anunciou, o Evangelho que os coríntios receberam e o Evangelho em que estavam perseverando era um instrumento, o único autorizado por Deus.

3 – O v.2 começa com “por ele” ou “por meio dele”. Significa dizer que o apóstolo fazia do Evangelho o instrumento, o único e exclusivo meio do homem ser salvo.

4 – Sabe-se que não é o instrumento que salva, mas aquilo que o instrumento realiza. Neste caso, o que o Evangelho realiza é a apresentação de Jesus Cristo; quem ele é, o que fez e o que fará. É uma mensagem única sobre uma pessoa única.

5 – Conclui-se, pois, que não é o Evangelho, em si, que salva, mas o seu conteúdo: Jesus Cristo (Lc 2:30). Repetimos: O instrumento não salva, o que salva é o que ele realiza. Não é o bisturi que cura, ele só abre o peito para se transplantar um novo coração.

6 – Rm 16.1, Paulo diz que o Evangelho é o “poder de Deus para a salvação”. A carta não diz que o Evangelho é a salvação, mas que é o poder de Deus “em direção”, “apontando para” a salvação: Jesus Cristo.

7 – A tradução da 1ª parte deste verso é assim: “através dele (Evangelho) vocês estão sendo salvos…”. O verbo para a expressão “sois salvos”, está num tipo de presente contínuo, indicando que a salvação, num sentido, é progressiva (MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário, Ed. Vida Nova, 1981, p. 164). Logo, ninguém declara que a salvação tem só um lado, porém, sabemos que tem dois: um imediato (na conversão) e um progressivo (na santificação). O segundo “lado” se aperfeiçoará plenamente só na eternidade.

8 – Muitos têm perguntado: Por que Deus não salva a todos? Todos os caminhos espiritualistas não levam a Deus? A resposta do apóstolo é que o Evangelho de Jesus, e somente ele, é o instrumento que Deus usa, neste mundo, para levar os homens à salvação, ao conhecimento da obra de Jesus Cristo.

9 – Foi o mesmo apóstolo quem disse: Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue? (Rm 10.14).

10 – O Evangelho é o instrumento de Deus para a salvação, mas Jesus Cristo é o conteúdo desta mensagem. O instrumento não salva, mas aponta, mostra quem salva e quem salva não são normas, não são leis, não são códigos de ética ou de moral, mas é uma pessoa-histórica que salva.

11 – Esta mensagem deve ser tão puramente mantida com o perigo de se crer em vão, pois uma mensagem distorcida não é o verdadeiro Evangelho. Nada pode ser criado, retirado, acrescentado, omitido. Existem partes complicadas nas Escrituras, mas isso não justifica qualquer tipo de modificação na mensagem.

12 – Leon Morris, um dos maiores teólogos do N.T em todo o mundo, diz que essa expressão: “’A menos que tenhais crido em vão’ refere-se à possibilidade de uma crença fundada em base inadequada” (Morris, p. 164). Se a base é errada, se o alicerce está comprometido, o edifício cairá. É só questão de tempo.

13 – Paulo teme que a igreja venha a se desviar da verdade exclusiva do Evangelho único. Lembrando-se que o problema central deste capítulo é a ressurreição (e “se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”) (v.17). Sem a esperança da ressurreição o apóstolo diz que seríamos os mais infelizes de todos os homens (v.19). Se Cristo não ressuscitou então não ressuscitaremos também. A dor, as aflições, as alegrias e bons momentos são parte da vida de qualquer ser humano, ou seja, o homem vive numa constante sucessão de coisas boas e coisas ruins. Com a ressurreição não haverá mais essa sucessão de momentos bons e ruins, mas seremos semelhantes ao Senhor.

 

APLICAÇÃO:

Irmãos! Creiamos no Evangelho do jeito que ele é; assim como os apóstolos nos deixaram. Não vamos ceder à ciência materialista, a filosofia ateísta. Não importa o que dizem os antropólogos, os cientistas ateus. Um dia a ciência diz uma coisa, outro dia diz outra, mas o Evangelho nunca mudou, nem mudará. Nós iremos ressuscitar sim. Estamos sendo salvos todos os dias, mas devemos reter, guardar a palavra intacta. Não invente, estude! Pergunte aos pastores. Construa sobre o verdadeiro e único alicerce dos apóstolos. Saiba que sua esperança não é vã. Jesus é real e a fé nele deve ser mais forte que tudo.

 

CONCLUSÃO: O instrumento de Deus é o Evangelho. O instrumento exclusivo, único e insubstituível para apresentar Jesus Cristo ao homem distante e carente de Deus. Porém nenhum homem tem o direito de modificar este instrumento, nem acrescentar nem diminuir suas palavras. Ele é perfeito e eficaz para realizar o que Deus Pai determinou: apresentar ao mundo o único meio do ser humano se aproximar de Deus novamente: Jesus Cristo, o Senhor.

 

 

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