Onde o fraco não tem vez

Esses dias eu estava vendo o filme Onde os fracos não tem vez onde narra a historia de Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones), um xerife texano da década de 80 que se vê a procura de Llewelyn Moss (Josh Brolin), um típico caçador que se se depara e rouba uma sacola cheia de dinheiro da cena de um crime, mas seu azar é o completo psicótico Anton Chigurh (Javier Bardem) que transforma o caçador em presa.

O que me chama mais atenção neste filme não é o enredo e o que pode acontecer, mas o quanto ele está ligado a um tema tão pertinente aos nossos dias: Nossa fraqueza moral.

Nossa fraqueza moral é tão grande que acabamos por nos achar grandes demais e percebemos que somos seres tão limitados quanto. Tanto que vários salmistas abordam esta verdade.

No Salmos 94:11, o escritor afirma que Deus conhece os pensamentos vãos dos homens. Já no 95:10 Deus confirma a própria igreja (que naquela época era Israel, e hoje se confirma o fato) como transviado, o qual não conhece os seus caminhos. Mas é no novo testamento que vemos a natureza do homem, quando Paulo afirma:

Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.Não há quem faça o bem, não há nem um só. Rm 3:12

Esses são alguns versículos que abordam a limitação humana iminente sobre a terra. A injustiça é grande, pois ela é regida pelo que o homem chama justiça. No filme há muito disso e o que podemos observar é que ninguém fará justiça, ninguém é justo (embora alguns saiba alguma coisa desta justiça).

O filme é algo que choca não só pela violência gratuita, mas pela realidade que não nos atentamos recentemente: somos injustos. E nossa realidade é até talvez pior que a do filme.

O homem recente provém da queda do primeiro homem, queda está que está relatada em Gênesis 3. E esta queda desencadeou muitos fatos que hoje podemos olhar com desgosto e tristeza.

O único problema do filme (que para mim é problema de vários filmes recentes) é falta de justiça. Será que viveremos somente em injustiças aqui na terra?

A resposta é clara: não! Observamos que embora um mundo cheio de filosofias vãs e pensamentos contrários a justiça,  algumas pessoas reconhecem e até tentam coincidir sua vida com a verdadeira justiça. Elas pregam o verdadeiro amor, a paz que suplanta todo o conhecimento possível do homem, um acreditar peculiar em coisas que o homem natural não acreditaria.

Isso é fruto da natureza de algo transcendental. Algo que suplante o ser humano. E assim, esse algo além do natural nos transborda e nos faz mais do que somos e inspiramos e transpiramos do que Ele é. A justiça é feita por um ato histórico e  remodela a mente de pessoas escolhidas por essa pessoa transcendente.

Deus é o único ser transcendente que se encaixaria neste perfil, e Ele é a Justiça. Justiça que se fez injusto e morreu pela injustiça na terra, e agora somos considerados justos. Tudo foi por meio D’Ele, por Ele e para Ele. Para sua glória.

A justiça de Deus recebe honra e glória a Ele quando percebemos que não temos força suficiente, quando percebemos nossa limitação, quando acharmos que não podemos vencer a guerra entre a nossa “justiça” e a justiça de Deus. A bíblia em muitas condições apontam que a verdadeira justiça humilha seres limitados como nós e que não tem chance perante a soberania de Deus.

Ame, busque e seja satisfeito na justiça santa de um Deus eterno, ou então será um fraco que nunca terá vez, paz, amor e tudo que é reto e bom perante a soberania e poder de um Deus justo!

 

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