A Nova Babel de nossos dias

A Bíblia chama Satanás de o Pai da Mentira (João 8:44), de fato, o demônio é um mentiroso astuto e “anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem devorar.” (1Pe 5:8).  Apesar disso, parece-me que ele não gosta de “inovar” em suas tentações, a mesma artimanha, a mesma mentira contada no Éden e repetida em Babel é a que ele faz, hoje, ao homem pós-moderno: “Sereis como Deus” (Gn 3:5). A história parece repetir a si mesma, o homem, como um cão, sempre volta ao seu vômito.

Apesar de seu breve relato na bíblia, a história da torre de babel é uma das passagens bíblicas mais famosas. No entanto, o que poucos sabem é que, ao longo da historia humana, o relato de Gênesis 11 se repete mais do que podemos pensar.

“Vamos construir uma cidade e uma torre que alcance o céu, para nos tornarmos famosos.” (Gn 11:4)

Não importa se você acredita que esse relato existiu historicamente ou que ele é apenas uma metáfora. Comum a ambas as interpretações, é a tolice do homem querendo ser Deus de si mesmo. Ele quer alcançar o céu por seus próprios méritos e construir esse caminho da maneira que melhor lhe aprouver, esse louco deseja tomar o lugar do Criador. A bíblia não relata, mas com um pouquíssimo esforço podemos expor algumas consequências reais desse modo de pensar. Quando o homem se colocar como “deus de si” ele pode fazer o que bem entende, abolir e criar leis morais, gerar e manipular verdades. Entretanto, a resposta de Deus a eles é clara e direta: Você não é dono de si, você não é Deus, você é pó, coloque-se no seu lugar.

Como havia dito, o cão volta ao seu vômito. Vivemos hoje em uma Nova Babel! A humanidade, todos os dias, ofende a Deus dizendo que Ele não é mais necessário, somos suficientes, podemos alcançar o céu sem Jesus. O comunismo nos oferece um paraíso terrestre e muitos o aceitam e morrem por essa ilusão. Criamos e recriamos leis, assassinamos bebês nos úteros de suas mães, ingerimos álcool e drogas, trocamos de sexo e de identidade sexual como trocamos de roupa. E por fim, negamos aquilo que é inegável na humanidade, o seu pecado. Como diria o inigualável G. K Chesterton:

“Nos dias de hoje não duvidamos somente da questionável água, mas sim da inquestionável sujeira. Certos teólogos questionam o pecado original, que constitui a única parte da teologia cristã que pode realmente ser provada. (…) Negamos o pecado humano, que pode ser visto na rua.”

Ao tentar ser deus de si, o homem perde a sua própria identidade, se torna uma aberração, uma monstruosidade. A ironia disso tudo é que ele, usando a linguagem de Genesis 11, não possui a “pedra e a argamassa”, usa-se tijolos frágeis e betume em seu lugar. Ou seja, o homem não possui o poder de Deus, ele pode gerar apenas um protótipo ínfimo desse poder. A consequência disso é obvia: desordem, guerras, fome, enfim, morte e inferno!

Como cristãos, paremos para um exame de consciência. Vamos aprender com os erros dos nossos antepassados, deixemos de cair sempre no mesmo laço da serpente. Deus nos chama a aceitar nossa identidade em Cristo, se submeter a Ele não significa perder a liberdade, mas, sim, ganhar vida e vida em abundância!  A Torre da Nova Babel já oscila em breve o Rei voltará e ela, por fim, será derrubada de uma vez por todas. Quando isso acontecer, não queira está dentro dela.

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