Wesley Safadão e a aparência da bondade

Somos levados a pensar em quão bom nós somos, temos a tendência a mascarar os nossos erros e ampliar os deslizes das outras pessoas. O pior é que uma mentira contada mil vezes acaba se tornando verdade e sempre temos uma desculpa para nossos acessos de raiva, nossas condutas que entristecem pessoas queridas, falhas  de caráter, entre outras.

A verdade é que somos filhos de Adão, e como o mesmo, temos a tendência de pôr escudos em nossas volta para livrar a nossa “barra”, tais como colocar a culpa no nosso próximo, ou como o próprio Adão, colocar a culpa ” na mulher que me destes por esposa”. É natural de todo ser humano essas práticas covardes pelo menos uma vez na vida. Desta forma, somos piores do que realmente achamos que somos, se realmente avaliarmos a nossa verdadeira natureza corrupta. Somos muito piores do que aquele 1% vagabundo dito pelo Wesley Safadão na sua música “fantástica”, temos todas as áreas da nossa vida contaminadas pelo pecado. Até mesmo nos nossos pretensos atos de bondade existe maldade neles.

No encontro para a Consciência Cristã de 2017, o pastor canadense D.A. Carson falou as seguintes palavras: “Não somos aquilo que pensamos que somos, mas aquilo que pensamos, isto somos.” Não somos bons, a prova disso é que temos maus pensamentos! Até as mais piedosas criaturas que já pisaram na terra, foram nascidas em pecado, devido à nossa própria desobediência.

O pastor Russel Shedd fala em uma de suas palestras, também do consciência cristã de anos anteriores, que nosso pecado nos deixa em um estado de morte espiritual e que não somos capazes de sair dessa enrascada com as nossas forças, pois o morto não tem poder de reação. É necessário que Deus, o único capaz de nos dar vida, nos tire da situação de morte espiritual. O homem natural não deseja as coisas espirituais. A situação é tão séria, que o pastor Shedd utiliza-se de uma ilustração para explicar a situação do pecado em que somos como um homem que está se afogando e a única forma de ele sair daquela situação é se segurando na bóia que uma pessoa joga no mar para salvá-la. Ou seja, assim como para aquele homem não havia alternativa a não ser se segurar naquela bóia para se manter com vida, o homem não aceita o evangelho porque tinha alternativa de recusá-lo, mas porque é a única forma possível para se manter a salvo diante de uma morte iminente.

A salvação do homem vem no momento em que ele se declara fraco, perverso e somente a força que vem de Deus é que o mantém de pé. Nenhuma palestra motivacional, sessão de descarrego ou meditação budista irá tirar o homem da situação de “afogamento espiritual”, a não ser pelo poder da palavra de de Deus.

Há uma citação de Charles Spurgeon que ele fala sobre a noção de fraqueza e a consequente dependência de Deus.

Creio que se  existem pessoas que devem clamar: ‘Miserável homem que  eu sou! Quem me livrará?’, serão sempre os ministros evangélicos, porque necessitamos ser tentados em todas as coisas, para podermos consolar aos outros.”

Eu fico pensando:Se um homem como Spurgeon, cheio de poder do Espírito Santo fala que deve clamar pela misericórdia de Deus, admitindo sua fraqueza e completa dependência do Senhor, quem sou eu para ser diferente? Precisamos admitir o nosso fracasso e buscar a Deus para construir muros diante de nós que sejam capazes de resistir às lanças do diabo e da nossa própria natureza pecaminosa.

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá“? Jeremias 17:9

O pecado maqueia a nossa situação e nos faz achar que somos bons, mas a verdade é que temos a inclinação para o mal e que nossas vontades, mente e emoções estão inclinadas para o mal. Não sejamos sábios aos nossos próprios olhos e que clamemos a Deus por libertação e por uma reconciliação com Cristo.

Referências

1- Bíblia de estudo de Genebra

2- Um ministério Ideal, vol.1, Charles Spurgeon

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