O Espírito Santo convence o ser humano do pecado  

O Espírito Santo convence o ser humano do pecado

 

 

Um dos propósitos pelo qual o Espírito Santo veio foi o de convencer o “mundo do pecado e da justiça e do juízo” (Jo.16.8). Sem a atuação do Espírito, fica impossível a regeneração do indivíduo. Portanto, ser convencido da realidade do pecado e a necessidade da salvação oferecida por Cristo é o primeiro passo para que alguém se converta a Jesus Cristo. [1]

 

O ser humano se distanciou de Deus, sua conduta se tornou totalmente distante dos propósitos divinos. A sede das emoções humanas foi contaminada pelo pecado, o indivíduo chegou a um estágio de depravação, depravação esta que é a pior situação possível do indivíduo perante Deus.

 

A teologia reformada enfatizou a doutrina do ser humano em pecado que chamamos de depravação total. Esta avaliação não é uma avaliação do homem pelo homem, mas sim a avaliação feita a partir de Deus. [2]

 

Neste estado de depravação o indivíduo se encontra em uma total separação de Deus.  Podemos afirmar que o pecado afetou os seres humanos em três aspectos: intelectual/psicológico, moral, e religioso. O aspecto intelectual/psicológico que envolve a inteligência, sentimentos e vontades depois do pecado foram afetados, trazendo assim uma corrupção para a sede de suas emoções e pensamentos.

 

O aspecto moral diz respeito às escolhas morais e decisões éticas do indivíduo.  A desobediência foi um ato de plena responsabilidade moral. Ao desobedecerem a Deus eles se tornaram considerados imorais diante do Senhor. Demonstrou-se então que o pecado interrompeu as gratas relações e seu feliz intercâmbio religioso entre a criatura e o Criador. [3]

 

O pecado de Adão e Eva trouxe sérias consequências para eles e para seus descendentes, pois, o pecado uma vez penetrado foi transmitido para toda raça humana, como disse o apóstolo Paulo: “por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens” (Rm 5.12). O relato sobre Caim e Abel é um exemplo do pecado original que foi transmitido aos filhos. Neste contexto o filho recebeu a natureza transmitida pelos pais e, sendo esta natureza pecadora, manifestou seu verdadeiro caráter no ódio que resultou em assassinato. [4]

 

Nesta situação o ser humano necessita urgentemente da intervenção de Deus em seu favor. Sua condição é de morte, portanto, de total separação. Sabendo disto Deus executa um plano de resgate para sua criação, com a finalidade de trazê-la de volta para seus braços.

 

A obra de Jesus Cristo tem diversas nuances importantes como interceder e reconciliar. Ele aparece intercedendo por seus discípulos (Jo.17). Aqui, em sua oração sacerdotal, Jesus intercede pela santificação, cuidado, gozo, unidade para a missão, dos seus discípulos de então e dos viriam a crer pela pregação destes. Todavia, a obra da reconciliação de Jesus em favor da humanidade também tem outro aspecto que considero ainda mais fundamental, a expiação.

 

Expiação significa o cancelamento de pecados. Expurgá-lo, lavá-lo, cobri-lo. É a ideia de que Cristo purgou nossos pecados, com Sua obre redentora, a obra era dEle, não nossa, isto é, quando Cristo pagou nossas penalidades, estamos verdadeiramente livres de qualquer outra penalidade. A ideia da Expiação é fundamentalmente importante na comunicação do evangelho aos pecadores para que estes saibam que seus pecados podem ser limpos, lavados e toda culpa removida.

 

O Espírito Santo está dentro desta missão de resgate do ser humano, este por sua vez tem a função de operar a obra da convicção pela pregação da Palavra, ou seja, entendemos que o Espírito convence o ser humano do pecado. Para isso ele usa a lei (evangelho) como o instrumento, esta por sua vez atua no coração do pecador o conduzindo ao refrigério de sua alma, Jesus, encontrando salvação plena. [5]

 

[1] KEEN.  A pessoa e a obra do Espírito Santo. p.47.

[2] PENTECOST.  A sã doutrina. p. 6

[3] TEIXEIRA.  Op. Cit..  p.142

[4] PENTECOST, op.cit. p.8

[5] TOGNINI.  O Espírito Santo. p.61

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