Sansão, o colecionador de vazios

Tenho a impressão de que quanto mais o tempo corre, mais os padrões bíblicos para os relacionamentos têm sido postos de lado, são minimizados conforme o conhecimento “aumenta”, ridicularizados pelos “moderninhos” com a desculpa de serem ultrapassados, e por fim, rejeitados como Palavra de Deus. A verdade seja sempre exposta, a prática mundana de colecionar relacionamentos como fazíamos com figurinhas de desenho animado, quando crianças, adentrou lamentavelmente no meio cristão. Acontece que Deus não muda, para ele, pecado continua causando a Sua ira e gerando morte espiritual nos que nele permanecem.

Conhecemos a história de Sansão e a gama de eventos desastrosos provenientes de seu coração desobediente e da sua submissão aos desejos da carne. Sem dúvida, Sansão foi um colecionador de vazios. A procura desenfreada por satisfazer aquilo que João chamou de concupiscências da carne, dos olhos e de soberba da vida (I Jo 2:16) não alimenta a nossa fome sentimental, tampouco espiritual!

A primeira esposa do jovem nazireu, pertencia a um povo incircunciso, idólatra e inimigo de Deus, um conjunto de três Is para descrever os filisteus, dos quais não se podia esperar bons resultados. Foi exatamente isto que aconteceu: Sansão foi traído pela esposa, encheu seu coração de ódio e vingança, e o povo a quem se unira através deste relacionamento doentio e precipitado encontrou mais motivos para fazer o que é mau perante o Senhor. Por causa de um relacionamento fora da vontade Deus, plantações foram queimadas, sua esposa e seu sogro foram assassinados e o testemunho que o povo de Deus deveria dar às nações incrédulas foi jogado na lama.

Que coisa, não? A jovem a quem o décimo juiz de Israel se afeiçoou era agradável aos seus olhos. Semelhantemente, muitos jovens apavorados com a solteirice, têm se empenhado em tantos relacionamentos amorosos (principalmente com não crentes), que vistos de fora, mais assemelham-se àqueles procedimentos aos quais nos submetemos antes de sermos contratados numa empresa. As pessoas logo são vistas como currículos e, neste caso, as qualidades exteriores têm mais peso na hora da escolha. Após isso, segue-se a fase de teste, a fim de constatar se o candidato preenche suas necessidades, e se não, podemos ouvir o soar de uma voz incansável que grita: o próximo da fila! E assim, muitos são rápidos em esquecer a nuvem de dissabores das más escolhas, da falta de temor, e da apatia que lhes sobrevêm ao ouvirem as palavras

“[…] sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (IPe 1:15).

Convém fazer uma reflexão urgente: até que venha “Dalila”, quantos você permitirá que roubem a sua comunhão com Deus? Com quantos vazios se faz uma coleção de nadas até que se perceba a insensatez de distribuir as mesmas promessas, os mesmos beijos e os mesmos desgostos?

2 comentários Adicione o seu
  1. Que texto incrível!!! Sou casada atualmente mas gostaria muito de ter ouvido/lido esse tipo de coisa qnd estava solteira. Faço de tudo p dizer sempre isso pras pessoas que vejo ajuntando uma “coleção de nadas”. Sensacional o texto! Vou compartilhar nas minhas redes sociais 😉

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