Perseverança dos Santos, Cristo habitando em seu povo

 

O quinto ponto da tulip, conhecido como Perseverança dos Santos, é um ponto extraordinário onde explica de forma bíblica a perseverança do povo de Deus nesse mundo enganador.

A Confissão de Fé de Westminster apresenta de forma clara essa doutrina: “ Os que Deus aceitou em seu Bem- amado, os que chamou eficazmente e santificou pelo seu Espírito, não podem decair do estado de graça, nem total nem finalmente; mas, com toda a certeza, hão de perseverar nesse estado até o fim e estarão eternamente salvos.

Alguns tentam argumentar que essa doutrina anula o Solus Cristus, dizendo que, quando afirmamos a Perseverança dos Santos, afirmamos que Cristo não é suficiente para salvar o pecador, mas é preciso ter boas obras. Isso é um argumento equivocado, pois, não afirmamos tal coisa.  As confissões reformadas deixam claro que a salvação é somente por meio da fé em Jesus e que os salvos são afetados pelo Espírito de Deus e perseveram até o fim.

Jhon Piper tem uma frase muito interessante quanto a essa doutrina: “Queremos dizer que os santos têm de perseverar e perseverarão na fé e na obediência que procede da fé. A eleição é incondicional, mas a glorificação não o é.” Cremos que a palavra de Deus afirma em vários lugares essa perseverança. Paulo em 2Timóteo 2.11-12 escreveu: “Esta palavra é digna de confiança: Se morremos com ele, com ele também viveremos;
se perseveramos, com ele também reinaremos.”
Precisamos entender que Cristo virá buscar um povo que vem vencendo “ Ao vencendor dar-lhe-ei que se alimente da arvore da vida” (Ap.2.7) e um povo fiel “ Sê fiel até a morte, e dar-lhe-ei a coroa da vida”( Ap 2.10; 2.17).

O mais interessante de tudo isso é que, quando afirmamos essa doutrina, afirmamos que a perseverança é obra de Deus que opera em nós “[…] ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a  vontade dele”(Fp 3.12 e 13). Não afirmamos que a perseverança é algo da esperteza humana, mas sim a obra de Deus que operou a salvação em nós. Os méritos não são nossos, os méritos são de Cristo que fez tudo no calvário e nos trouxe para si “Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à pratica de boas obras.”(Tt 2.14)

Quando defendemos essa doutrina, defendemos Cristo habitando em seu povo. Ele habita em nós, e assim,  é impossível alguém que tenha Cristo viva uma vida indiferente as coisas de Deus, ao menos que tenha crido em vão (cf 1 Co 15.1-2), ou seja, ao menos que sua fé foi uma fé mentirosa e foi sufocada pelo solo rochoso (cf Mt 13.20)

Não se enganem meus irmãos, a Perseverança dos Santos é a prova da nossa salvação já realizada.  Cristo virá buscar um povo salvo por Ele e que tem se santificado. “ segui a paz com todos e a santificação, sem a a qual ninguém verá o Senhor”( Hb 12.14). Oh povo eleito do Senhor, busquemos e perseveremos, pois isso é a vontade do Senhor!

 

 

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