A oração é a maior declaração de que dependemos de Deus

A oração é a maior declaração de que dependemos de Deus.

Lembro-me que quando criança, me dirigi ao Sr. Francisco e o chamei de “meu pai”. Essa declaração arrancou dele um sorriso demorado de alegria e realização, pois, seu filho reconhecera quem era seu pai. Isso mesmo, não havia outro pai, outro protetor. Essa era minha declaração de que era dependente dele, e nele confiava.

É claro que meu pai sabia disso sem que eu precisasse dizer, ele sabia que eu era pequeno, ingênuo, indefeso e precisava de seus cuidados em todo tempo, mas o que o fez sorrir de tanta alegria? Era a minha confiança de tudo que eu era, depositada nele.

Com o nosso Pai Eterno não é diferente. Não oramos para ensiná-lo como agir diante de nossas necessidades, nem para atualizá-lo do que está acontecendo no mundo. Não podemos ensinar o Rei do Reino como governar, ou ao Médico dos médicos como operar.

Então por que oramos? Oramos porque o Senhor Soberano, está disposto a ouvir a nossa confissão e derramar perdão, ouvir nossa declaração de dependência e ser misericordioso diante de nossas necessidades. Nosso Pai Excelso se alegra e atende a todos os seus filhos, que se achegam confiadamente junto ao trono de Sua graça pelo novo e vivo caminho, Jesus. Quando oramos estamos, automaticamente dizendo a Jesus que somos fracos e dependemos dele. Quando oramos temos de saber que Deus é: mais sábio que nós, mais poderoso que nós e que ele nos ama e só quer o nosso bem.

É observando as crises de relacionamento entre pais e filhos que percebemos um inimigo em comum, a saber: a falta de diálogo. Portanto, a oração continua sendo o mais alto degrau da intimidade e comunhão com Deus. Sua vida de oração, é o termômetro de sua fé.

A oração é um dos aspectos mais importantes da vida cristã. Ela é fator indispensável para alguém que tem, ou que quer ter intimidade com Deus. Tendo em vista que o Senhor é um Deus-pessoal, ou seja, ele tem personalidade, tem caráter, pensa e age, podemos nos comunicar com ele.

Existem tantos textos na Bíblia a respeito da oração, que seria impossível lembrar de todos, mas nós sabemos muitos decorados. Os homens e mulheres de Deus sempre se entregaram a essa prática e o nosso bom Deus ouvia com amor. Ele promete, em muitas passagens, que o clamor dos que o temem não é vão. Hoje em dia há uma tendência a se falar muito sobre oração, pede-se avivamento, poder do Espírito Santo e muito mais. Isso é bom, mas devemos ter cuidado.

A oração não é 50% da vida espiritual do crente. A vida do servo de Jesus tem muitos outros “lados” que só orando não se resolve; por exemplo, as boas obras (lembre-se de que a fé sem obras é morta), a obediência (não adianta orar e não obedecer certos princípios), o amor, o perdão, pois quem não perdoa não pode orar pedindo perdão.

A oração faz crescer a intimidade, a confiança, a segurança e o amor que temos pelo nosso amado Deus. Que o Espírito Santo abra nossas mentes para valorizarmos a conversa amiga e sincera com o Santo de Israel, Criador do Universo, soberano Senhor que escolheu nos amar e se relacionar conosco.

O pregador puritano Charles Spurgeon foi um homem de oração; certa feita, foi entrevistado por um curioso sobre como ele conseguia se dedicar tanto a oração. O homem então lhe perguntou: “Pastor, o senhor está sempre com disposição para orar”? O velho pregador respondeu: “claro que não filho, mas oro até que Deus me preencha de disposição”.

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