SUITS e o propósito da criação

Eu gosto muito de séries e uma das que eu mais gosto é Suits. É uma série que trata sobre o
ambiente corporativo de uma grande firma de advogados nos Estados Unidos. A série quer
mostrar que para sobreviver em um cenário de tanta competição, é necessário jogar com todas
as armas. Se for necessário, é ” lícito” agir com falta de ética, fazer acusações falsas contra
seu adversário ou até mesmo apagar evidências que poderiam incriminar o seu cliente.
Pearson-Specter-Litt, o escritório de advocacia mencionado na série, está envolvido em vários
escândalos. Escândalos justificados pelos sócios da empresa para que a firma continue
competitiva e não perca participação no mercado de Nova York. Porém, Jessica Pearson,
sócia-presidente da firma, aceitou um caso de um homem que estava no corredor da morte e
este homem era inocente das acusações de homicídio. Ela conseguiu inocentar este homem, e
após resolvido este caso, decidiu repensar nas suas atitudes como pessoa e decidiu deixar a
firma. Ela percebeu que tinha se distanciado completamente dos propósitos para o qual se
formou em Direito, que era de prestar um serviço para tornar uma sociedade mais justa e não
se tornar alguém sedenta por dinheiro e poder.
Assim como Jessica Pearson, somos levados a esquecer o propósito a qual nos formamos ou
procuramos emprego. A busca por uma formação, assim como a escolha de um emprego,
muitas vezes se resume a dinheiro e status e nos tornamos pessoas egocêntricas e até mesmo
corruptas. O propósito do homem é a glória de Deus, pois somos suas criaturas. Devemos
servir ao criador, mas nos afastamos do rumo e consequentemente não sabemos quem somos
e qual destino devemos trilhar.
Devido ao pecado, desobediência ao criador, todos nós temos o desejo da autonomia, um
desejo de total independência de Deus. Essa atitude de autonomia é impossível, pois Deus é o
Senhor da criação e não há como o homem dizer que não conhece Deus:
” Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua
própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo
percebido por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso,
indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus,
nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios,
obscurecendo-lhes o coração insensato”. (Romanos 1:20-21)

Algo parecido fala o reverendo Leandro lima: “O ceticismo, ou o agnosticismo se tornou a
filosofia de vida de muitas pessoas, especialmente no período moderno. Mas o cético
não tem uma vida fácil. Há um imenso testemunho diante dos olhos humanos que tem de
ser ignorado para que uma pessoa rejeite a ideia da existência de Deus e do mundo
sobrenatural”. [1]
Calvino, em suas institutas, trata sobre esse tema: ” Nós afirmamos, sem nenhuma
discussão, que os homens têm certo sentimento da divindade em si mesmos;
e isso, como por um instinto natural”. [2]
Não há desculpas para o homem não cumprir o propósito para o qual foi criado, a glória de
Deus. Este caminho de desobediência nos leva a morte espiritual e um castigo merecido por
nossa incredulidade. Portanto, devemos buscar a revelação especial deixada por Deus na Sua
palavra e clamarmos que Ele nos mostre o caminho para cumprirmos a nossa missão.
” Quero trazer à memória o que pode me dar esperança” ( Lamentações 3:23)

Referências
[1] Lima, Leandro. Cristãos do século 21 E-book

[2] CALVINO, João. A verdadeira vida
cristã. 3a edição. São Paulo: Novo
Século, 2003

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