O Pluralismo Religioso e o Supermercado das Religiões.

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim.” -Jesus Cristo

“Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo.” -Agostinho

O pluralismo religioso é a crença que todas as religiões são validas e verdadeiras, nessa visão de mundo é inconcebível supor que uma religião especifica deva ser verdadeira, e todas as outras falsas. Existe uma história oriental que tenta explicar essa visão de mundo por meio de uma comparação. Nessa história, é levado a cinco cegos um elefante para que eles o apalpem. Um dos cegos pega na presa do elefante e diz que o elefante é duro, outro apalpa a trompa do bicho e diz que o primeiro está extremamente errado, pois o animal, na verdade, é flácido. A história continua com cada cego dizendo que os outros estavam errados. Nesse momento o pluralista religioso diz que todos nós somos como os cegos e conhecemos apenas uma verdade de Deus – que nessa triste comparação seria o elefante -, portanto, todas as religiões possuem suas verdades a respeito de Deus e a tolerância deve reinar entre todas.

O homem pós-moderno que venera o politicamente correto e idolatra o “deus” da tolerância vê essa história com bons olhos e a leva ao seu extremo. Como uma criança perdida em busca de satisfação e prazer, ele entra em seu “supermercado das religiões” e pega das prateleiras das crenças aquilo que ele mais gosta. O amor e a caridade cristã são bons valores, diz o homem perdido, então irei me apropriar deles. De igual maneira, ele se apropria do paraíso islâmico e das práticas budistas para encontrar equilíbrio espiritual. Esse é, infelizmente, o retrato de muitos pseudocristãos atualmente. São orgulhosos e por isso odeiam a doutrina e o dogma, dessa forma cada qual cria sua própria fé, misturando as mais variadas crenças. Esse louco não se importa se existe coerência ou não entre as práticas que Ele “compra” no supermercado das religiões. A razão não importa mais, na verdade, ela deve, se necessário, ser abolida em prol do “grande deus” tolerância e diversidade.

Bom, para esse conto oriental e esse homem “politicamente correto”, Jesus é o maior dos estraga prazeres e o maior dos intolerantes. Veja, Jesus não propunha está entre os cinco cegos apalpando o elefante, Ele dizia ser O elefante! Ele dizia ser o próprio Deus que se fez carne e curou de nós a nossa cegueira espiritual para que pudéssemos ver e compreender quem Deus de fato é. Quando Filipe pediu a Jesus que Ele mostrasse o Pai, o homem da cruz disse em alto e bom som: “Há tanto tempo estou convosco e tu não me conheces, Filipe?”. A verdade é que Jesus não pode ser apenas mais um “sábio que ensinava boas coisas”, ou Ele era o que dizia ser, ou seja, o próprio Deus, ou Ele era um louco e mentiroso. C. S Lewis entendeu muito bem esse fato, em seu livro Cristianismo Puro e Simples ele disse:

“Tento aqui impedir que alguém diga a grande tolice que sempre dizem sobre Jesus Cristo: ‘Estou pronto a aceitar Jesus como um grande mestre em moral, mas não aceito sua afirmação em ser Deus.’ Isto é exatamente a única coisa que não devemos dizer. Um homem que foi simplesmente homem, dizendo o tipo de coisa que Jesus disse, não seria um grande mestre em moral. Poderia ser um lunático, no mesmo nível de um que afirma ser um ovo pochê, ou mais, poderia ser o próprio Demônio dos Infernos. Você decide. Ou este homem foi, e é, o Filho de Deus, ou é então um louco, ou coisa pior… Você pode achar que ele é tolo, pode cuspir nele ou matá-lo como um demônio; ou você pode cair a seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não vamos vir com aquela bobagem de que ele foi um grande mestre aqui na terra. Ele não nos deixou esta opção em aberto. Ele não teve esta intenção.” 

 Infelizmente, a humanidade caminha a passos largos para o materialismo, e todos nós seremos julgados como culpados se nos calarmos diante desse cenário. Estamos começando a dizer: “Deus sim, Cristo não!”. Não vai demorar muito para que a frase mude para: “Deus não, eu sim!”. Não proponho a perseguição a outras crenças, nem a violência. Proponho, unicamente, que você tenha coragem para dizer em alto e bom som a Verdade: Jesus é o único caminho. Se afirmar isso é ser intolerante, então desejo, de todo meu coração, ser considerado o maior dos intolerantes.

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